Avaliação de investimento
Cana-de-açúcar: do Fornecedor à Usina
Este sistema simula a viabilidade econômica da cana-de-açúcar sob os dois pontos de vista que decidem o negócio: quem planta e entrega a cana, e quem a recebe, processa e vende os produtos finais. A ideia é dar visibilidade de ponta a ponta — do talhão à indústria — para apoiar decisões de preço, mix de produção e viabilidade de investimento.
Fornecedor
Modela o retorno de quem planta cana: arrendamento, plantio, tratos culturais e produtividade por corte, comparado ciclo a ciclo com uma aplicação financeira equivalente. Permite salvar e comparar cenários (ambientes de produção, meses de plantio), calcular fluxo de caixa, TIR e o que seria necessário mudar — ATR, arrendamento, produtividade — para atingir uma meta de rentabilidade.
Usina
Modela o custo e a receita de quem recebe a cana: colheita, transbordo e transporte (CTT), eficiências industriais até Açúcar VHP, Etanol Hidratado, Bagaço e CBIOs, custo industrial ponderado pelo mix de produção, e as cotações comerciais (cana, commodities, câmbio). Fecha num balanço único — custo total × receita — com Solver para achar o preço da cana, o ATR, o mix, o raio ou o TCH necessários para o retorno desejado.
Os dois lados guardam cenários de forma independente e cada um tem seu próprio relatório em PDF — use o menu lateral para alternar entre Fornecedor e Usina a qualquer momento.
Desenvolvido por André Jesus Dicatti · (17) 99726-1985 · LinkedIn
Construir cenário
Os valores atualizam a prévia automaticamenteProdutividade por corte (tch — ton de cana por hectare)
A produtividade é sugerida a partir do Ambiente de produção e do Mês de plantio (Demattê & Demattê, 2009, Tabelas 5, 6 e 11) e pode ser editada livremente célula a célula. O saldo do Fornecedor considera Arrendamento + Plantio (amortizado) + Tratos Culturais. O CT (corte, carregamento e transporte) foi retirado do modelo por enquanto.
Prévia do ciclo
Solver
O simulador mostra o valor necessário para cada variável, todas de uma vezCTT
Usina — Colheita, Transbordo e TransporteModo do CTT
Calcular automaticamente (Transporte + CT) ou informar um valor já definido/contratadoAlgumas usinas já têm o CTT definido (contrato de prestação de serviço, custo fixo negociado) e não precisam do detalhamento por TCH, tiro de colheita, distância e peso — escolha "Informar valor direto" pra pular direto pro número final. Os cards de Transporte e Colheita+Transbordo abaixo ficam desativados nesse modo (não somem os dados, só param de ser usados no cálculo).
Transporte (T)
Piso mínimo ANTT — Granel sólido, 9 eixos, Alto Desempenho, Retorno vazio: SimCCD e CC efetivos derivados por regressão linear da tabela oficial de piso mínimo de frete (calculadorafrete.antt.gov.br, com base na Resolução ANTT nº 5.867/2020), configuração Granel sólido / 9 eixos / Alto Desempenho / Retorno vazio: Sim — tabelada de 1 a 200 km e extrapolada linearmente fora dessa faixa. Valor da viagem = CCD × distância + CC. T = Valor da viagem ÷ Peso médio da viagem.
Colheita + Transbordo (CT)
Tabela própria — custo por TCH e Tiro de ColheitaValor interpolado (bilinear) a partir da tabela de referência (TCH de 35 a 130 t/ha, Tiro de Colheita de 100 a 1.500 m). Fora dessa faixa, o valor é fixado (clamp) no limite mais próximo da tabela, já que a curva de Tiro de Colheita não é monotônica (há um mínimo local em torno de 500 m) — extrapolar arriscaria um resultado sem sentido físico.
Resumo — cana posta na indústria
CT + T — cana colhida, transbordada e transportada até a UsinaAinda falta o Apoio (CTa) para fechar o CTTa completo — por ora este resumo soma apenas Colheita+Transbordo (CT) e Transporte (T). Some este valor ao custo do Fornecedor (Arrendamento + Plantio + Tratos Culturais, aba "Construir cenário") para chegar ao custo total de "cana posta na indústria" — o ponto de partida do bloco industrial (moagem, produção e receita).
Comercial
Usina — cotações de referência das commodities (todas editáveis)| Commodity | Cotação | Unidade | Fonte |
|---|---|---|---|
| Valor da Cana | R$/ton | definido internamente | |
| Açúcar NY nº11 | US¢/lb | Investing.com | |
| Dólar | R$/US$ | Investing.com | |
| Etanol Hidratado | R$/litro | CEPEA/ESALQ | |
| CBIOs | R$/CBIO | B3 | |
| Bagaço | R$/ton | spot, sem indicador |
Valores de referência em 23/07/2026 — atualize manualmente quando quiser. Valor da Cana: preço pago ao Fornecedor, sem indicador público — defina de acordo com sua negociação (é o principal item que o Balanço da Usina testa no Solver). Açúcar NY: fechamento anterior (ICE Futures). Dólar: câmbio USD/BRL do dia. Etanol Hidratado: última semana divulgada pelo CEPEA/ESALQ (13-17/07/2026). CBIOs: média ponderada por quantidade negociada, coluna "Preço Do Negócio" na B3 (painel interativo, sem valor único fixo — volte lá periodicamente). Bagaço: sempre negociado em mercado spot, sem indicador público — preencha com o preço da sua negociação mais recente.
Precificação do Açúcar VHP
NY + Dólar → POL → Elevação → Frete = valor líquido por toneladaFator libra×dólar (22,0462) é fixo (1 ton = 2.204,62 lb, ¢→US$ ÷100). POL é o ajuste de polarização do açúcar VHP frente ao contrato NY nº11 (fator fixo sugerido: 1,04 — desligue se não aplicável). Elevação e Frete são preenchidos pelo departamento comercial da Usina; deixei ambos zerados por padrão. Esse valor final substitui a conversão simples na Receita.
Análise de Cenário
Usina — Cana + CTT + Custo Industrial × Receita, retorno e SolverCusto Total = Valor da Cana + CTT (Colheita+Transbordo+Transporte) + Custo Industrial. Lucro = Receita − Custo Total. A rosca mostra a participação de cada componente dentro do Custo Total.
Solver — Usina
Quanto cada variável precisa mudar (sozinha) para chegar na meta de lucroCenários salvos — Usina
Cada cenário guarda todos os inputs de CTT, Produção, Custo Industrial e ComercialAvaliação de investimento
Relatório — Usina
Pré-visualização do laudo técnico da Usina — o mesmo conteúdo que será impresso ou salvo em PDF.
Produção
Indústria — cadeia de eficiências: ART → Açúcar / Etanol / Bagaço. Células verdes são inputsMix de Produção
Açúcar VHP × Etanol Hidratado — a soma é sempre 100%ATR → Fabricação de Açúcar
Receita — R$ por tonelada de cana
Produção (Açúcar VHP, Etanol Hidratado, Bagaço, CBIOs) × cotações do Comercial
Etanol Hidratado
Distribuição para Destilaria = 100% − Mix
Açúcar VHP
Retenção de Fábrica = Mix, definido no card acima
Bagaço
Independente da cadeia de ART
Cadeia: ATR → ART → Extração → Tratamento de Caldo → Perdas Indeterminadas → Fabricação de Açúcar — daí em diante o modelo se divide em dois ramos, controlados pelo Mix de Produção no topo da página: Açúcar e Destilaria. Bagaço é calculado à parte, direto do fator informado. Quando o Mix está em 0% ou 100%, o ramo sem produção mostra "—" (zero formatado como travessão, convenção usual em modelos financeiros). Preço do Açúcar VHP na Receita vem da precificação completa (NY → Dólar → POL → Elevação → Frete) na aba Comercial. Células verdes são inputs.
Custo Industrial
Indústria — custo de transformação por produto, ponderado pelo Mix de ProduçãoCusto por Produto
R$ por tonelada de cana destinada a cada rota
Custo Industrial Ponderado
Ponderado pelo Mix de Produção (Açúcar VHP × Etanol Hidratado) definido na página Produção
O Mix de Produção (definido na página Produção) decide quanto da cana processada segue para cada rota — o custo ponderado por produto é: Mix% × Custo Açúcar + (100% − Mix%) × Custo Etanol. A Administração é um custo fixo por tonelada de cana (não depende do Mix) e é somada por cima. Esse total fecha o custo da indústria por tonelada de cana e pode ser comparado com a Receita da página Produção. Células verdes são inputs.
Fluxo de caixa por safra
Diferente da prévia por tonelada (que dilui os custos ao longo do ciclo), aqui cada valor é o desembolso real do ano: o Arrendamento é cobrado todo ano, inclusive no Ano 0 (implantação, sem produção); o Plantio sai inteiro no Ano 0; e os Tratos Culturais de cada ano preparam a safra seguinte, por isso não aparecem no último corte. A Receita já é líquida de Funrural.
Cana vs. aplicação financeira
E se, em vez de gastar a despesa de cada ano no canavial, esse mesmo valor fosse investido numa aplicação financeira? A despesa de cada ano (mesmo valor, mesmo período do fluxo de caixa acima) entra como um aporte que rende juros — sem receita de cana nesse braço, já que aqui você não estaria plantando. No final, compara-se esse acumulado contra o que a cana realmente rendeu, incluindo a receita.
Tabela regressiva de referência (renda fixa, pessoa física): 22,5% até 180 dias · 20% de 181 a 360 dias · 17,5% de 361 a 720 dias · 15% acima de 720 dias. O IR incide só sobre o ganho, nunca sobre o valor aportado.
Ano a ano — como a aplicação financeira chega nesse valor
Saldo inicial → + juros do ano → + aporte do ano → saldo finalNo Ano 0 não há saldo anterior nem juros — é só o primeiro aporte. Dali em diante, o saldo do ano anterior rende juros à taxa anual equivalente, e depois soma-se o aporte daquele ano (a mesma despesa do fluxo de caixa da cana). O IR aparece só uma vez, no resgate final, sobre o ganho total.
Cenários salvos
Marque dois ou mais para compararComparação de cenários
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Saldo acumulado — cana x aplicação financeira
Composição do custo do ciclo
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Relatório
Pré-visualização do laudo técnico — o mesmo conteúdo que será impresso ou salvo em PDF.